terça-feira, 2 de setembro de 2008

Persona de Ingmar Bergman



“Persona é o conhecimento, um terrível conhecimento sobre a nossa solidão, a nossa singularidade. A nossa capacidade de tocar um ao outro. É uma confissão dos nossos medos. Do homem, do fracasso, da morte. Persona é um drama sobre o desespero, o silêncio. Um terror indescritível da vida em todos os aspectos. É um drama sobre a sensibilidade da pele, dos rostos e das palavras não entendidas. Persona é uma ilusão estilhaçada. Uma vitória sobre o silêncio.“
Texto do trailer de Persona


Encenação│ João Pedro Vaz
Tradução│ Armando Silva Carvalho
Cenografia│ Cláudia Armanda
Design de Luz│ Nuno Meira
Sonoplastia│ Luís Aly
Figurinos│ Catarina Barros
Elenco│Maria do Céu Ribeiro e Sandra Salomé


Persona, Suécia, 1966 – Guião de Ingmar Bergman

Sinopse

A actriz Elizabeth Vogler deixa de falar durante uma representação teatral de Electra. O seu mutismo em relação aos que a rodeiam é total, sendo então internada numa clínica. Não está doente, simplesmente optou pelo silêncio. Alma, uma jovem enfermeira, fica encarregada de tratar dela. Quando, a conselho médico, as duas se isolam numa ilha, passam a desenvolver uma intimidade e cumplicidade crescentes. Com isso estabelece-se uma constante troca de identidades.

Persona

Obra impregnada do conceito de pecado e principalmente da culpa, Persona é fiel aos temas recorrentes das obras de Ingmar Bergman. Em Persona, é visível a submissão do autor ao estilo a que ele sempre recorreu: a temática bastante densa e sempre pessimista, com poucos personagens, vivendo situações de crise intensa em ambientes quase sempre claustrofóbicos, mesmo que o cenário seja a paisagem de uma ilha. Sabendo que com Bergman vida e obra são conceitos indissociáveis, assinala-se que o filme foi confessamente concebido durante um período de profunda crise do autor, quando este se encontrava hospitalizado devido a uma pneumonia e em período de questionamento da sua actividade como director do Teatro Nacional de Estocolmo. Como ele próprio afirma: "Era necessário, por conseguinte, escrever qualquer coisa que apaziguasse a sensação de futilidade que sentia, a sensação de estar a marcar passo." Da mesma forma, PERSONA deixa claro os momentos em que o artista se vê impassível ao observar que, mesmo contra o seu desejo, a sua arte acaba por ser inútil enquanto modificadora da realidade, impassibilidade essa que acaba por determinar o retiro e o silêncio constante de Elizabeth Vogler.
Cine Atila Francis 08/07/2008



Porto
De 24 de Setembro a 2 de Novembro no Estúdio Zero
Terça a Domingo às 21h45
M/16


Estúdio Zero - Rua do Heroísmo,86 (Metro do Heroísmo)

INFORMAÇÕES E RESERVAS
225373265
asboasraparigas@gmail.com
estudio0.blogspot.com

Companhia subsidiada pelo Ministério da Cultura / DGArtes.

5 comentários:

anarita disse...

muitos, muitos parabéns. o que vi e ouvi incomodou-me... e fe(a)z-me pensar. obrigada.

Nelson disse...

Muitos parabéns!
Foi uma noite muito agradável!

Paulo Vila Verde disse...

Ótimas atrizes... Parabéns!!!

Smarinho disse...

Parabéns! Tocou-me...
Aconcelho

*VirGInia* disse...

A Céu é um verdadeiro céu! Com ela acreditamos naquela mulher poço de silêncio, que se revela ser um poço de crueldade profundamente humana. Foi um momento, mas atingiu-me cá dentro. Obrigada!Virgínia